Influências

Oliver Bowden

Nunca um raciocínio humano chegou tão perto de validar credo e ciência, daí permitindo a junção de entendimentos personalíssimos.
Assassin’s Creed atrai ao desenvolver, objetivamente, a teoria de muitos psicanalistas que no estudo da regressão atrelam-se à memórias HEREDITÁRIAS, portanto, lembranças, possivelmente, advindas do passado de ancestrais, independendo da linha temporal curta ou a longa distância. Descartando a reencarnação sob o prisma ocidental, ao menos.
E se existisse alguém, uma Dama, chamada a aprumar-se e se comportar tal qual Ruth, embora distante e com nenhum conhecimento pessoal que a atrelasse àquela que, de um namoro, não de um enlace, tivesse sagrado Distinta Senhora à uma perpétua Noemi? E, se de fato a expressão ouvida dos lábios daquela mãe :”SEU FILHO VIVIA, ACREDITANDO PIAMENTE NA RESSURREIÇÃO, não na reencarnação…” tivesse tocado com o indicador exatamente em sua Glândula Timo?
A certeza da mater-figurativa, divergente da convicção da pretensa relegada ao pretérito, “ex-namorada” em verdade, verdade seja dita, a certeza materna fosse muito mais conveniente que quaisquer convicções daquela que outro sonho não buscasse, que um reencontro? O quê fazer? Abrir mão de quê ou de quem? Afinal, crer em reencarnação pressupunha, à Genérica Ruth, a REAL POSSIBILIDADE de, enfim encerrada a “vida atual”, despertando numa das moradas espirituais do Pai, não encontrasse o ente saudoso, tendo este regressado a outras tantas missões, quiçá na Terra!
Todas vertentes da CRISTANDADE, à qual me empenho em estudo desde o Cristianismo Primitivo, a galgar tempo e territórios na propagação da palavra, demonstram, através de documentos (afora citações no Velho e Novo Testamento) que o regresso, quando necessário, OCORRE…
Assassin’s Creed pôde se adequar às reminiscências do outrora, as inserindo no HD da memória contida no DNA humano.
Eu diria que uma Ruth contemporânea, lendo o livro (mais explicativo que o filme, por certo), repetiria ao longo da estrada, alcançada a sogra: “Teu D’us é agora o meu D’us, tua forma, portanto, de idealizar à quem deu a luz, e eu amei, será a minha maneira de crer também; não sou sua filha, filha de ninguém, só no mundo quanto a passado, mas, disposta a aguardar contigo o futuro que almeja junto dele.”
A sogra se posicionou célula do corpo Crístico do Cristianismo convencional, seguidora dos preceitos da Santa Madre Igreja, enfia o rabo entre as pernas, reflita sobre o que quer, PERANTE AQUELE A QUEM SERVEM EM COMUM, e que não, não se importará com as diferenças de pensamento do mundo, cabendo, é bem mais do feitio de Nosso Senhor Jesus Cristo, presentear a ambas com a realização de seus mais caros sonhos.
O resto, de resto, melhor que, deixado o corpo, sobre o destino das almas, discorra, em caso de controvérsia no plano terreno, os próprios anjos, mentores, o próprio filho de D’us, dirimindo quaisquer dúvidas. ELE É O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA, e É A ELE que, quer sejam os filhos ou o marido de Noemi, a própria Noemi ou sua nora Ruth, reverenciam.
Assassin’s Creed concede um sugestionamento utópico com uma gama que em nada foge a uma possibilidade.

“…se tivesse de ocorrer, por intercessão de Nosso Senhor Jesus Cristo e Maria Santíssima, algum contato entre mundos, NÃO SERIA ATRAVÉS DE OUTRA BOCA QUE NÃO FOSSE A DE UMA INOCENTE, claro que acredito no sonho de sua filha!”

“…sou Católica praticante, não acredito em reencarnação, e sim na Ressurreição das almas…” – Claro, Minha mais Cara Senhora, que uma mãe enlutada, que crê numa criança, ganha da mãe da criança duplicada gratidão, reconhecimento através de reanálise (embora custosa, dolorida, inflamada até…) de suas próprias crenças, pois, que somente uma MÃE sabe, por instinto, onde encontrar seus FILHOS. – À Noemi… (embora sua Ruth prefira, por livre opção (do futuro só quem sabe é D’us), todavia, bem mais inclinada a permanecer sob o Manto de Judith).


Segmento: Literatura
Data: 23 junho, 2019