O Amor Acontece

Ele foi exatamente como se esperava que fosse, em se tratando de uma pessoa ferida, marcada. Faminto, a impressão oposta de abastado fornecendo o elemento (força) que ingeria daqueles dos quais se aproximava, realmente tentando amparar, mas, em busca dos abraços que também sentia necessidade de receber para se reabastecer…ELE ERA QUEM MAIS PRECISAVA DE AJUDA!
Só reconhece a crueza da dor da perda, quem foi exposto. É uma dor radioativa. Não é letal, todavia, deixa deformidades físicas ou comportamentais das quais, livrar-se é extremamente difícil. Ela contamina, impregnada no âmago, somente os agraciados em terem razões a mais para se manterem de pé, somente estes ousam encará-la frente a frente. Decifraram seu maior enigma e não a temem. Os demais correm afugentados sem olharem para trás.
E ainda assim são alcançados pela dor. Perda é perda. Fará falta, estará presente na ausência, vá onde for, e quando for! Trate-a com brevidade ou delongue-a num vão recolhimento. A dor de uma perda, se não tratada, gera consequências cumulativas através de decisões que, tempo após tempo, quando errôneas, são ímãs ao passado, reflexivo em todas as hipóteses (ah se, e se…sem que exista o se) rumam a uma dentre as mais usuais saídas: A loucura.
A pior das loucuras; há loucos que se idealizam personalidades afamadas da história; mas a loucura da perda de entes amados provoca o desconhecimento da própria identidade.
O sucesso é mel, açucarado atrai formigas e mais formigas. Pode corromper, desvirtuar um caráter; nada que um refreamento, acaso haja quem se preocupe, e se disponha, não estanque.
Quanto à perda definitiva de um ente querido, não há formiguinhas doceiras; é exalado o próprio odor da putrefação humana que cedo ou tarde nos sujeitaremos todos, e lembrar que ocorrerá com alguém a quem se queira bem, incita a curiosidade; “e se fosse comigo?” Atrai, destarte, moscas varejeiras, e ninguém merece exposição tão deplorável.
Ninguém quer, gosta ou se envaidece por sobreviver a essas pancadas que se chega a considerar, tenham sido permitidas pelo Pai Maior.
Ou retira-se o elmo e expõem-se o luto sombrio em evidência, acintando ao mundo (o que não deixa de ser uma covardia, afinal nem o mundo todo é culpado, tampouco, nem o mundo todo represente moscas varejeiras, ao tentarem se aproximar), ou usa -se a perda por escudo, nossos cadáveres por estandartes, e as feridas das quais não conseguimos espantar as moscas, deixamo-las assim…sem trato, na expectativa de que infeccionem, rogando, de tal forma ao universo, para que nos cesse a vida, a dor, a revolta com os homens, o remorso com nossa ausência enquanto os tínhamos, a ira com D’us ante a permissibilidade de tantas atrocidades que permeiam as circunstâncias da morte, que cesse com o vazio quantas vezes já existente enquanto a pessoa respirava, mas não era para ser para sempre, e se o fosse, permanecessem separados, porém, vivos!
Remexer o passado, limpar o sótão e se livrar do que não mais é necessário, não significa abandonar o passado, ao contrário, em respeito ao pretérito que deixemos o sol entrar. Tenhamos saudades saudáveis, após chorarmos todo pranto contido quantas vezes por anos a fio engolido. Não se espante se chorar sozinha (o); o choro pode ser intempestivo e os demais, que também os queria bem, estão apenas a um passo à frente, reflexo de quem se poderá vir a ser. Basta se dar essa chance.
Ao contrário da dor que não, não é vencida, pois, que tem rosto e nome, e não há, se os há são poucos, quem se atreva a espancar, esbofetear a fisionomia, o corpo imaginário que um dia teve o sopro da vida, ninguém quer se responsabilizar por um “fantasmacídio,” afinal é tudo que, enquanto tomados pelo desespero, imaginamos retermos deles. Quem venceu a dor, a afagou, a abraçou, se despediu com um “até mais” e não com um “adeus.” O grande segredo de quem vence a dor é CRER que a vida continua, a morte é ilusória, portanto, “adeus” não é a definição apropriada aos que permanecem unidos por elos inquebrantáveis de carinho, amizade, afeição, enfim…
E seguir em frente não será pecado. Se acaso não der certo, não foi castigo, não foi penalidade, foi apenas lição de vida ou destino; era pra ser por brevidade, sem o comprometimento de uma vida toda. E daí? Conclui-se, se assim o for, que houve necessidade daquele remédio “que pode ter sido tenebrosamente amargo,” para estancar o ferimento que estava profundo e tinha outro nome, fisionomia, procedimento. Não era só o outro em erro. Se viver a 03 três é ruim, imagine a 04, 05,06…
De qualquer mal, é extraído o bem. Apegue-se a esse bem valioso, e bora pra frente!
Pode ser que aquele (a) que vive, se dê por satisfeita (o) havendo tentado uma única vez, tenha se melindrado, preferindo o posterior recolhimento.
Pode ser que o futuro nem sempre reserve os finais lúdicos hollywoodianos, nem por tal venha a alvorada menos intensa, divertida, compromissada com causas, pessoas bacanas (amigos, crianças “gente, criança então, é tudo de bom!”), projetos, bons livros e filmes que não tirarão, ao contrário, apenas cultivarão em cada um o privilégio de se viver muitas vidas numa só, enquanto a eternidade não chega!
Flávia Neves

 SEGMENTO: FILME
 DATA: 2010

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