SINOPSE

Um político brasileiro sofre um atentado. Está em coma. A seu encontro, em espírito, vem o Bispo francês Pierre Cauchon, inquisidor da infanta condenada à morte na fogueira, Joana D’ Arc.

Cauchon narrará ao enfermo as circunstâncias de seu reencontro com Joana; contará quem havia sido ela outrora, conta como resgatou memórias perdidas de vidas, por ele vividas, anteriormente. O enredo adverte às autoridades terrenas quanto às suas responsabilidades e as reações de perplexidade não apenas entre os homens, mas nos verdadeiros governantes universais, quando nos desleixamos enquanto espécie. O quê Cauchon pretende evitar? Por quem essa entidade estaria aqui?

Lançado em 2011, Expurgo relaciona Judas Iscariotes, a mártir Joana D’Arc, seu algoz, Bispo Pierre Cauchon e um personagem importante na política mineira e, fundamentada na teoria de Allan Kardec, vincula estas almas através da linha do tempo, esclarecendo que podem, aliás, todas as decisões individuais podem, afetar, em auxílio ou dano, não só o desenvolvimento pessoal e dos seus, como ao futuro coletivo, sob vários aspectos, num todo. Os acontecimentos que nos envolvem seriam, portanto, predestinados, e a maneira, “positiva ou negativa”, de lidarmos com elas, seria opcional; acatando o uso pleno do livre arbítrio.

A TRAMA

A trama de cerne reencarnacionista, questiona ao leitor: “A QUEM, CONSIDERADA TAMANHA FALTA, A QUEM, CONCEDERIA O ETERNO, D’US CRIADOR E O VERBO ENCARNADO, YESHOA SÓTER, Jesus, O Cristo, Nosso Salvador, A QUEM CONCEDERIA A TRINDADE SUPREMA O DIREITO DE, no acompanhando em uma outra vivência posterior, terrena, LEVAR A JULGAMENTO PERANTE OS HOMENS O ENTREGADOR DO FILHO DO ALTÍSSIMO? A quem seria concedido o Direito de, por toda Cristandade, julgar a Judas Iscariotes?”

E era uma vez, sob o ar medieval denso pelo odor do crepitar advindo não do braço dos Sucessores de Pedro, mas, das Patas do Diabo sob a insígnia da Santa Inquisição, uma infanta disposta a sustentar a afirmação de que suas vozes, ouvidas entre os sussurros do silêncio onde só aos justos é concedida voz para encaminhar os bravos, uma infanta! Seu nome…Joana D’ Arc,e seu inquisidor (um surdo tão ávido por vendeta, embora desconhecedor da real motivação), Bispo Cauchon.

E aí era uma vez, era uma vez, era uma vez… Um nobre milionário, De Rais “inspirador do conto do Barba Azul”, todos se enveredando pela historicidade da guerra dos 100 anos entre Inglaterra e França; ora, e muito mais, quando escancarados os portais do firmamento à regressão em busca da verdade e da misericórdia; espíritos conscientes de que há muito a ser feito, não apenas pela escalada deles mesmos, mas de toda a espécie humana e nação planetária!

POR QUE EXPURGO?

O título Expurgo veio no sentido de auto-análise e, portanto, além de um encontro consigo mesmo, o reconhecimento de ACERTOS E FALTAS numa purga interna, purificação, limpeza, quer seja dos personagens (na condição individual, destarte) ou na abrangência de nossa espécie num todo, o que incidiria, pois, numa consciência coletiva dos rumos tomados até então.

Limpeza é externa, o mais adequado aqui é a vinculação interna, ou seja, auto-avaliação já mencionada e Expurgo me pareceu definir bem o caráter da obra em tal sentido.

Agradeço a oportunidade de manifestação sobre o livro.

Flávia Neves

SOBRE

  • Reencarnação
  • Cristandade
  • Personagens Bíblicos
  • Ficção
  • Evolução Humana
  • Reeducação Espiritual
  • Questionamentos Religiosos Pessoais
  • Controvérsias
  • Ocultações
  • Busca da Verdade
  • Expurgação