Ordem do Graal

O livro iniciático me veio ao acaso: “Sabá: O País das Mil Fragrâncias” de Rosellys Von Sass. O texto, bem me recordo, trazia em si a suavidade de narração, e riqueza de descrição de personagens e cenários, assemelhada à de Chico Xavier, o que abriu portas ao entendimento textual; entretanto, se a admiração pessoal por essa extraordinária autora, já falecida, fomentou-se na delicadeza de sua destra, atestada em outras tantas obras lidas posteriormente, ora, foi a coleção À Luz da Verdade, de Abdruschin que causou impressão impactante ao propor uma leitura de vanguarda, na qual percebia-se no autor a preocupação com o conformismo de gerações e a ousadia, todavia, de nos crermos centro universal a ponto de despejarmos sobre os mentores religiosos e espirituais as responsabilidades que são nossas. Comungo da aberração tencionada ao permitirmos que Jesus Cristo TENHA de atender às expectativas quer seja de cristãos ortodoxos, católicos praticantes, dos protestantes, dos espiritistas e todas as demais ramificações, sendo que deveríamos NÓS nos preocuparmos em corresponder ao ensinamento DELE.

A Ordem do Graal na Terra, embora não me seja de extenso conhecimento, parece dar passos largos em direção do despertar que carecemos, inda que não seja exatamente da forma que ansiamos. Há salvação? Claro! Todavia as estradas já foram abertas e não devemos desaguar sobre o Cristo, depois de tudo, ainda a obrigatoriedade de nos levar, tal qual como cruzes individuais, um a um, sobre os ombros, até os portais da redenção. Não se trata aqui de dúvida quanto à desenvoltura do salvador, mas, como bem afirmava Saulo de Tarso: “Tudo posso, mas nem tudo me convém.” Embora possamos por ELE esperar, bem mais conveniente, bem mais apropriado, e certamente bem mais gratificante ao Mestre Cristo Jesus, seria que corrêssemos para ELE com o vigor da fé fortificando nossos passos.

 SEGMENTO: LITERATURA
 DATA: 20 FEVEREIRO, 2018