A noite Sonhamos

A genialidade de Chopin é indiscutível, tanto quanto indiscutível é o estilo de vida nada ortodoxo das mentes tocadas pela genialidade. A ingratidão para com o mentor, em razão de um romance espúrio, o patriotismo que o arrancou do pedestal da alienação e mesmo das garras de uma amante egoísta.

Ora, a célebre idealista Aurore Amandine Dupin, escritora de vanguarda para sua época, que respondia pelo codinome “George de Sand”, certamente deixou em legado grandes feitos, não obstante, entretanto, à mácula dos excessos da enfatização daquilo em que cria, transcorrendo, como o fez, uma vida voltada ao atendimento dos apelos de seus desejos pueris.

“Dona George de Sand” aprisionou, isso fica claro no longa sugerido, em seu ciúme passional, um jovem que ao mundo pertencia, imortalizado que está em atestado de seu talento. O que é mantido incólume é o constrangimento que rondou o filho de Amandine Aurore Dupin, “quase da mesma idade de Chopin”! À sua descendência, com seus não poucos casos, dentre os quais com Fréderick Chopin, e atrizes boêmias, ela infamou e abateu em desgosto. Houve uma opção de vida, e um preço.

FICHA TÉCNICA
Direção: Charles Vidor
Elenco: Cornel Wilde, Paul Muni,
Merle Oberon, George Coulouris,
Stephen Bekassy, Nina Foch
Gênero: Biografia/Drama/Musical
País: Estados Unidos
 SEGMENTO: FILMES
 DATA: 1 FEVEREIRO, 2013